1 de mar de 2011

Uma Segunda TERRA!? Será?

Gliese 581g, ou melhor, Zarmina, como Voigt prefere chamá-lo (Zarmina é o nome da sua mulher) é tudo com que os astrônomos sonhavam. Tem o tamanho de 3,1 Terras, ou seja, é um planeta pequeno e rochoso. A gravidade na superfície é de 1,1 a 1,7 vezes a terrestre. E fica bem no meio da zona habitável do sistema Gliese 581. Não bastasse, Zarmina é nossa vizinha. Fica só a 20 anos-luz de distância. Em termos cósmicos, é dobrando a esquina.
Durante o anúncio da descoberta, Vogt foi pressionado pelos jornalistas a falar sobre a possibilidade de vida em Zarmina. No começo, tergiversou alegando ser um astrônomo, não um biólogo. Acabou cedendo: “As chances de vida neste planeta são quase 100%”. Zarmina pode ter vida. Mas também pode não ter. Pode ser um mundo infernal como Vênus. Apesar de inserido da zona habitável do Sol, Vênus é vítima de um efeito estufa descontrolado, que eleva a temperatura na superfície a 800 graus Celsius.
Se Zarmina abrigar vida, talvez seja vida inteligente? Ou talvez seja o túmulo de uma civilização extinta? Existe sempre a possibilidade de, dado o grau de avanço tecnológico, seus habitantes preferirem simplesmente manter-se em silêncio a ser incomodados por terráqueos selvagens, primitivos e encrenqueiros? Talvez nunca saibamos a resposta. O problema é a distância...

Isolados, jamais sozinhos

A nave mais rápida feita pelo homem é a Voyager 2. Lançada em 1977, a Voyager 2 visitou Saturno, Urano e Netuno. Neste momento ela está saindo do sistema solar à velocidade de 16,5 km/s ou 70 mil km/h. Nessa velocidade, levaria 363 mil anos para chegar a Zarmina. É mais tempo do que a idade da nossa espécie, o Homo sapiens, que evoluiu na África faz cerca de 250 mil anos.
Voar mais rápido que a luz, segundo Einstein, é proibido. Se algum dia, no século XXIII de Jornada nas Estrelas, formos capazes de construir naves para voar a 90% da velocidade da luz, ainda assim levará 22 anos para ir a Zarmina. Caso não sejamos capazes de desenvolver meios de propulsão para acelerar naves a frações consideráveis da velocidades da luz, estaremos para sempre confinados no sistema solar. Estaremos isolados... jamais sozinhos. Esta é a tremenda importância da descoberta de Zarmina.

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