15 de ago de 2012

Experienciando a Igreja - Parte 1


O que queremos dizer quando usamos a palavra “igreja?” A maioria dos cristãos definiria a igreja como sendo “o corpo de Cristo,” querendo dizer com isto que a igreja não é um prédio mas consiste de pessoas. Enquanto é verdade que a igreja é o corpo de Cristo e que é formada por homens e mulheres e não lajota e concreto, esse conceito, apenas, não alcança o sentido bíblico que a palavra transmite. Em conseqüência disso, como tantas outras verdades espirituais, a nossa experiência de igreja tem sido severamente limitada devido a nossa própria falta de compreensão da mesma.
Numa tentativa de superar esse problema e recomeçar a nossa busca para um entendimento mais profundo deste assunto, vamos definir a igreja nesses termos: “a igreja é uma realidade espiritual.” A igreja é uma realidade espiritual e esta realidade deveria ser nossa experiência! Quando a Bíblia usa a palavra “igreja,” refere-se a algo muito além de um número de crentes reunidos. O fato permanece de que uma simples reunião de alguns cristãos não constitui a igreja. Crentes podem-se reunir por diversas razões: por participar em várias diversões, por sentirem-se bem na companhia uns dos outros, ou mesmo para ouvirem uma pregação interessante e canções populares. Mas se não estiverem entrando juntos na presença de Deus e, conseqüentemente, experimentando a realidade do corpo de Cristo, aquilo que estão fazendo não corresponde as significado bíblico de “igreja.” Possivelmente muitos leitores não entenderão o que tenho dito, o que servirá, apenas para salientar a dimensão e a gravidade do problema que enfrentamos.

A experiência de igreja acontece quando cristãos se reúnem e a presença de Jesus Cristo se manifesta no meio deles. A experiência de igreja se realiza quando homens e mulheres são levados, juntos em Cristo, a assentarem-se nos lugares celestiais (Ef. 2:6). A experiência da igreja consiste em permitir que Deus ministre, Ele mesmo, para e através de cada membro do seu corpo. A experiência da igreja acontece quando os crentes entraram juntos no Espírito Santo. Tais reuniões não deveriam ser raras ou não existentes. Na igreja primitiva, tudo isso acontecia naturalmente. Reuniões espirituais genuínas dessa natureza são essenciais se pretendemos ter o que o Novo Testamento chama “igreja.” Gostaria de exortá-los a refletirem, seriamente e em oração, sobre o que tem feito que considera como sendo “igreja.”

Neste mundo, a igreja não é um fim em si mesma, mas apenas um meio para se chegar a um fim. É precisamente aqui que muitas pessoas cometem um grave erro. Eles frequentemente supõem que, se a igreja é bem sucedida – do ponto de vista do mundo–(reuniões cheias, pregação agradável, um prédio novo, etc.) então Deus se agrada dos seus esforços. No entanto, o prazer de Deus somente se alcança quando estamos realizando os Seus propósitos. À medida em que o que estamos fazendo preenche o desejo dEle, é aprovado. Se o grau de nossas atividades falham nesta área, então nossos esforços tornaram-se inúteis e é perda de tempo. Então, qual é o propósito de Deus para a igreja? Qual o objetivo que Ele tem em vista? É duplo. Primeiro é transformar os seres humanos em sua imagem e semelhança e, segundo, é evangelizar um mundo que perece. A experiência espiritual de igreja que temos descrito é o instrumento instituído divinamente para alcançar ambos esses propósitos. O fato de que nós encontramos tantas metodologias sendo empregadas para tentar alcançar os mesmos resultados testifica de como nossa igreja se distanciou da intenção original de Deus.

Concernente ao primeiro propósito, a experiência espiritual do corpo de Cristo é o melhor ambiente para o crescimento espiritual. É um contexto sobrenatural, ordenado por Deus, que podemos crescer até à maturidade. Quando a presença de Jesus se manifesta entre nós quando estamos reunidos, isto verdadeiramente muda nossas vidas. O corpo é edificado como deve ser, quando Ele se move no meio de Seu povo ministrando Ele mesmo para e através de cada um (Ef. 4:16). Não há substituto para esse tipo de ministério celestial. Esforço natural e humano nunca alcançarão os mesmos resultados. Portanto, o real progresso espiritual se evidencia quando a realidade da igreja está sendo plenamente gozada.

Quanto ao segundo objetivo, tal ambiente também é a melhor situação para evangelizar. Quando os crentes têm a presença de Deus verdadeiramente no seu meio, quando entram genuinamente no Espírito, quando cada um tem a oportunidade de “profetizar,” então as pessoas incrédulas são facilmente convencidas de que Deus é real (I Cor. 14:24-25). Tal experiência coloca o evangelho muito além da esfera de argumentos intelectuais. Não pode mais ser considerado como conto de fadas ou teoria. A sua realidade se torna visível na vida daqueles, na igreja. O que defendo aqui, não é uma vaga esperança. É algo que eu mesmo e muitos outros temos experimentado.

Com tudo isso em mente, parece-me importante tomar um pouco de tempo aqui e olhar os três princípios essenciais que, seguidos, nos ajudarão a produzir a experiência mais verdadeira de igreja. Já que esse assunto é tão crucial e o seu impacto sobre nós e o mundo descrente é tão profundo, é mais do que razoável que examinemos mais cuidadosa e seriamente esse assunto. Nós precisamos investigar como podemos nos aproximar mais dos propósitos de Deus. E, enquanto fazemos isto, rogo-vos que abram os seus corações e mentes a Deus, permitindo que Ele nos fale através desses princípios. Não resta dúvida que as verdades que estamos discutindo aqui têm conseqüências eternas.

Fonte: Três Princípios Essenciais - por David W Dyer

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