15 de ago de 2012

Experienciando a Igreja - Princípio da Unidade - Parte 3


O segundo princípio sobre o qual falaremos é “unidade.” Outra vez vamos começar fazendo uma analogia com o corpo humano. Se você pegar uma pessoa e cortá-la em muitos pedaços, isto destruirá sua vida. O mesmo acontece com o Corpo de Cristo. Por essa razão, unidade é absolutamente essencial. Como estamos tratando de um assunto enorme e repleto de considerações difíceis, por conveniência, vamos dividi-lo em duas categorias: unidade entre crentes individuais uns com os outros e unidade entre diversos grupos cristãos.

Queremos, de início, dizer que nessa primeira categoria–unidade não é opcional. É ordenança de Deus. Deus nos manda amar uns aos outros como amamos a nós mesmos. Esse tipo de amor se torna possível somente através de um relacionamento com Deus. O amor de Deus para o mundo inteiro e para as pessoas em particular, é tremendo. Por causa disso, quando nós estamos em contato com Ele, Ele nos supre para amarmos aos outros. O amor é a substância de unidade real. Muitas igrejas talvez tenham uniformidade, conformidade ou até unanimidade, mas só o amor provê a realidade que estamos buscando aqui.

Unidade real, expressa em amor fraternal, manifestar-se-á em várias formas: servindo aos outros constantemente, orando por outros, edificando a fé de outros e buscando oportunidades de ajudar a outros financeiramente e de formas práticas. Quem tiver deste amor gastará tempo em comunhão com outros e, em geral, manifestará o amor que o Pai tem com eles. Essa atividade será um exercício diário para eles. Pessoas que assim amam, nunca falarão palavras vãs contra outras pessoas, e, especialmente contra seus irmãos e suas irmãs em Cristo. E fácil ver quanto a nossa experiência de “igreja” seria elevada se cada um praticasse esse tipo de comportamento. Igreja, igreja real, é composta de esse estilo de vida. Nada diferente qualifica.

Infelizmente, amor genuíno não vem facilmente. A natureza caída do homem luta contra isso. A oposição que vem de dentro e de fora é tremenda. A experiência do amor genuíno começa com um compromisso especial. Para isso será necessário que cada membro do corpo chegue a uma decisão cônscia e deliberada de amar e servir aos outros incondicionalmente. É absolutamente essencial! Se nós considerarmos o amor como sendo opcional ou se nos deixarmos governar pelos nossos sentimentos, o diabo fará o seu trabalho, a carne prevalecerá e nossa experiência de “igreja” será diminuída. Portanto, precisamos fazer uma firme decisão de amarmos uns aos outros e não permitir nunca que isso seja mudado. Uma vez feita esta decisão, encontraremos uma fonte sobrenatural de Deus nos capacitando a prosseguir com o nosso compromisso. Assim, experimentaremos cada vez mais da plenitude de Cristo entre nós.

Isto nos leva a considerar a segunda categoria que é a unidade entre diversos grupos. Aqui também a resposta é amor fraternal. Para alcançar sucesso nesta área, primeiramente temos que ser conduzidos por Deus a ver a Igreja através de Sua ótica. Sem dúvida, quando Jesus olha para a terra, vendo tantas “igrejas” diferentes, denominações e seitas, Ele reconhece aqueles que são dEle em cada uma. E, apesar dEle estar ciente dessas divisões–e tenho certeza que entristecem o Seu coração–ainda assim Ele vê os membros de Seu corpo como se fossem um (Ef. 4:4). Enquanto a visão do homem na terra está embaçada devido à proliferação de vários grupos cristãos, Cristo, de Sua posição celestial, vê somente Seu povo, Sua igreja.

Portanto, se nós pudermos ser levados por Deus a ver a igreja como Ele a vê, jamais estaremos limitados por divisões no Corpo. Nosso amor deveria ultrapassar qualquer separação feita por homens. E, apesar de que nesta vida provavelmente não presenciaremos o fim de todas as divisões, em nossos corações podemos por fim a elas. Quanto mais o cristão se posiciona em amor para com todos, melhor a situação se tornará. Não estou sugerindo que nos unamos a organizações com as quais não podemos concordar. Estou apenas dizendo que devemos amar “com um coração puro e ardente” os crentes que estão nesses grupos (I Pe.1:22). Como temos visto, a igreja não é um lugar ou um grupo mas uma realidade espiritual que podemos experimentar. Essa experiência pode penetrar qualquer barreira exterior. Podemos ter relacionamentos espirituais verdadeiros e comunhão com crentes em todo tipo de situação. Eis a única igreja real e verdadeira. 

Fonte: Três Princípios Essenciais - por David W Dyer


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