16 de ago de 2012

Experienciando a Igreja - Princípio do Senhorio de Cristo - Parte 4


O terceiro princípio que gostaria de mencionar aqui é o senhorio de Jesus Cristo. No Novo Testamento, Paulo o apóstolo, nos adverte sobre alguns crentes que “não estavam ligados à Cabeça” (Col.2:19). O que isto significa? Simplesmente que Jesus Cristo não era a autoridade principal em cada aspecto de sua experiência de igreja. Em nossos dias, poderia significar que temos elevado outras coisas (como por exemplo: líderes, ritos, doutrinas, métodos, tradições, etc) a um patamar que não deveriam ocupar.

A Bíblia nos ensina que Deus tem dado Jesus Cristo para ser “cabeça sobre todas as coisas na igreja, que é o Seu corpo” (Ef.1:22-23). Esta palavra “todas” tem significado especial. Quer dizer completamente tudo. Em outro lugar lemos que em todas as coisas Ele deve ter primazia (Col.1:18). Cada crente deve levar esse ponto muito a sério. Devemos, como cristãos, ser extremamente cuidadosos para nunca substituir ou impedir a autoridade de Jesus. Esta consideração pesa muito. Este conceito é crucial para experiência genuína de igreja! O corpo de Jesus Cristo não pode funcionar de forma certa quando a Sua autoridade é substituída ou limitada. Seria como uma pessoa paralítica ou decapitada. Creio que não há outra verdade mais negligenciada e abusada em nossas “igrejas” modernas. Creio que se Jesus asseverasse a autoridade que tem de direito sobre muitas assembléias cristãs de hoje, quase toda “mesa” seria virada.

Uma discussão do senhorio de Cristo sobre o Seu corpo vai incluir, necessariamente, dois aspectos diferentes: Sua autoridade sobre cada pessoa e Sua liderança nas reuniões da igreja. Para simplificar nossa investigação, vamos considerar cada item em separado. Para começar, Jesus tem que ser Senhor de cada cristão. Significa que Ele tem de ter controle pleno sobre cada aspecto de sua vida. Nenhuma área deve ser retida dEle. Já que Jesus não exerce por força a Sua autoridade, temos que estar dispostos a deixá-Lo reinar sobre e em nós. A única posição apropriada para o crente é de uma submissão total ao Espírito Santo. Quando esse elemento está em falta, a nossa experiência de igreja sofrerá em proporção.

Problemas sérios também podem ser causados por autoridade humana não bíblica. Quando cristãos começarem ser influenciados demais pela liderança de um homem ou grupo de homens, o seu relacionamento com sua Cabeça real é danificado. Sem dúvida, todos deveriam estar abertos para receber direção e conselhos de outros (e especialmente daqueles que lideram). Mas se nós nos tornamos dependentes deles ou se os seguimos ao invés de ao Senhor, estamos em perigo espiritual muito sério (Jer.17:5). A autoridade de Deus flui da Cabeça ao Seu Corpo. Aqueles que têm intimidade com Ele, muitas vezes são usados como canais desta autoridade. Porém, ninguém nunca se torna em si essa autoridade. Aquela posição é reservada eternamente para o Cabeça. Portanto, enquanto é importante estar sensível à voz de Deus que nos fala através dos outros, é essencial que nenhum ser humano tome o lugar que pertence a Ele, por direito, em nossas vidas.

     Outra dificuldade que temo ser muito comum é que a estrutura de muitos grupos cristãos não permite diversidade entre seus membros. Muitas vezes crentes são permitidos funcionarem somente em formas que encaixem com padrões ou formatos pré-determinados. Talvez exista essa situação porque pessoas se sentem mais seguras com uniformidade. Porém, tal comportamento restringe grandemente a autoridade de Jesus. O resultado é paralisação e falta de atividade entre os membros do Seu corpo. Quantos cristãos hoje estão buscando outras coisas porque não foram permitidos achar abundância espiritual plena na igreja! Quantos grupos estão cheios de crentes super alimentados, mas imaturos que nunca tiveram oportunidade de aprender como servir aos outros! Esta situação triste não é só por culpa deles. Vezes sem conta, tais pessoas foram impedidas por organizações terrenas e inflexíveis que consideravam ser “igreja.”

Fonte: Três Princípios Essenciais - por David W Dyer

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