8 de set de 2012

Autoridade Espiritual Genuína - Parte 2


AUTORIDADE NA IGREJA 


Há, certamente, necessidade de autoridade na Igreja.  Não há dúvida de que Deus usa os homens para serem ambos, líderes e exemplos para outros e para atraí-los para um relacionamento com Cristo. Mas que tipo de autoridade deveria ser essa? É uma autoridade que é derivada de uma “posição” na Assembléia? Ela vem de uma indicação para ser ancião, ministro, diácono ou algo similar? Um título ou um “cargo” qualifica um homem para liderar o povo de Deus?

Essa responsabilidade é conferida a alguém por outros homens que também possuem algum título, educação ou posição? Vem por algum tipo de voto de confiança dado pela maioria? Ou esta honra é colocada sobre alguém pela virtude de ser a personalidade mais forte do grupo? Certamente não! Todos esses são apenas métodos terrenos que servem só para impedir os propósitos de Deus e levar as pessoas á escravidão.

Como vimos, a genuína autoridade espiritual emana do próprio Deus. Aqueles que exercem tal autoridade são vasos preparados que transmitem os pensamentos e desejos de Deus para o Seu povo. É este tipo de autoridade que deveríamos estar exercendo na Igreja hoje. Precisamos desesperadamente de homens que falem quando Deus fala com eles, que liderem de acordo com Sua direção e que manifestem Suas revelações. A grande necessidade atual não é daqueles que foram treinados, eleitos ou indicados para posições de autoridade, mas daqueles que são íntimos de Deus e através dos quais Ele pode transmitir livremente Sua vontade.

A genuína autoridade espiritual não vem por uma indicação para uma “posição” ou “diaconato”. Embora certos homens tenham adquirido no Novo Testamento rótulos como “ancião”, “diácono” ou “apóstolo”, a autoridade deles não veio por causa de alguma “posição”. A verdade é exatamente o contrário. Tais designações vieram como resultado do profundo trabalho espiritual que Deus fez interiormente neles. Elas eram uma maneira de descrever suas funções especiais no corpo. Em alguma área específica Deus preparou esses homens para serem canais de Sua autoridade. Esses nomes foram usados para identificar essas áreas de serviço, não para qualificá-los para elas.

Sim, a Bíblia diz que os Apóstolos “ordenaram” presbíteros em cada Igreja (Atos 14:23). Mas o que este termo realmente significa? W. E. Vine, em seu Dicionário Expositor das Palavras do Novo Testamento, diz o seguinte: “não se trata de uma ordenação eclesiástica formal, mas a escolha, para o reconhecimento das Igrejas, daqueles que já tinham sido levantados e qualificados pelo Santo Espírito e dado evidência disso em suas vidas e em suas obras.” Você vê que os Apóstolos não estavam arbitrariamente selecionando homens que preenchessem certas qualificações ou que, talvez, estivessem mais desejosos de prosseguir com a programação deles ou que, possivelmente, tivessem muito dinheiro ou influência na comunidade. Ao contrário, com olhos espirituais, eles estavam indicando, para benefício daqueles que não podiam ver tão claramente, aqueles que Deus havia selecionado e preparado para usar como Seus vasos.

Um dano incalculável tem sido causado ao povo de Deus por meio da má interpretação deste princípio. Muito frequentemente, homens são indicados por outros homens para uma “posição” com o pensamento que algum tipo de autoridade é necessário na Igreja. Tremendo prejuízo e perda tem sido experimentados pelo povo de Deus através dessa prática. Quando nós estabelecemos na Igreja de Deus a autoridade delegada, terrena, nós estamos oferecendo uma substituição para a verdadeira.  Quando nós elegemos ou indicamos homens de acordo com a razão ou a percepção humana, nós estabelecemos uma variedade de autoridade que é estranha ao plano de Deus e que será só um impedimento para Sua perfeita vontade.

A razão para isto é que, não importa o quão fiel às Escrituras isto seja, a autoridade hierárquica nunca pode produzir resultados espirituais. Nada que se origine no nível terreno pode chegar aos desígnios de Deus. A Bíblia é bem clara: “A carne para nada aproveita” (João 6:63). A autoridade humana nunca pode transmitir o poder necessário para transformar vidas humanas. Ela não pode atingir o interior de uma pessoa e tocar em seu coração. O melhor que toda autoridade delegada pode produzir é um tipo de arranjo terreno que se aproxima do trabalho do Espírito. Isto não apenas não efetua algo de valor eterno, mas rouba aos crentes a oportunidade de experimentar a realidade de Cristo.

Por favor, não compreendam mal isto: esforços humanos movidos pela autoridade natural podem ser capazes de realizar coisas notáveis no mundo religioso. Campanhas de “reavivamento,” acionamento de membros, levantamento de fundos e projetos de construção, podem todos ser executados por forte liderança humana. Mas, lembremo-nos que “sucesso” não é a medida para nossas realizações espirituais. Não importa quão grandiosos ou impressionantes nossos trabalhos possam parecer, se eles tiverem sido construídos com substâncias erradas – elementos terrenos em vez de sobrenaturais – eles serão destruídos no dia do julgamento. 

CONTINUA...

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