8 de set de 2012

Autoridade Espiritual Genuína - Parte 4


UMA MENSAGEM PARA HOJE

Vamos nos dar conta de que todos estes exemplos do Velho Testamento não são apenas histórias interessantes. Na verdade eles foram registrados com uma intenção específica: para que pudéssemos perceber neles verdades espirituais. Assim como era naquela época, hoje também nós temos escolhas a fazer no que se refere à autoridade. Claro que, como habitantes desse mundo, nós devemos nos submeter às autoridades terrenas (1ª. Pedro 2:13).
Com referência à nossa interação com o mundo, está bem claro que a autoridade delegada se aplica a nós. Mas, com respeito à nossa participação na Igreja, essas duas variações de liderança estão também presentes–autoridade humana e autoridade espiritual. Um tipo de autoridade é estabelecido pelo homem e fortalecido por todos os sustentáculos comuns como títulos, posições e vestimentas. O outro tipo é estabelecido por Deus e é confirmado pelo Seu Espírito. No corpo de Cristo nós temos uma escolha. Por um lado, podemos aprender a reconhecer a autoridade de Deus e a nos submeter a ela, quando Ele nos fala pessoalmente ou quando Sua vontade está sendo transmitida através de Seus vasos escolhidos. Por outro lado, podemos nos sujeitar a algum tipo de autoridade humana, delegada, que é estabelecida e reconhecida pelo homem. Temos diante de nós os dois caminhos  o terreno e o celestial.

É verdade que Deus permitiu a Seu povo seguir seu próprio caminho e indicou um rei para ele. Mesmo que Ele não quisesse isto, Ele continuou a trabalhar tanto quanto possível através deste sistema errado para trazer Seu povo a uma intimidade com Ele. Da mesma forma hoje Ele tolera nosso comportamento desobediente quando estabelecemos para nós mesmos uma autoridade terrena na Sua Igreja. Em Sua abundante misericórdia e graça, Ele trabalha mesmo em meio a nossos “sistemas reais” o tanto quanto Ele pode, para cumprir Seus propósitos. Mas esta não é a Sua perfeita vontade e isto nunca pode realizar Seus mais sublimes desejos.  Em vez disso, a Bíblia deixa bem claro que estabelecer tal autoridade é uma rejeição da Sua própria e um grave erro.

As três conseqüências deste erro que Samuel tão claramente predisse, são as seguintes :
1) Rouba às pessoas os seus frutos espirituais (filhos e filhas).  A autoridade humana paralisa o corpo de Cristo pela colocação de suas próprias orientações e planos no lugar do Espírito Santo. Embora esta autoridade possa ser bem intencionada e possa mesmo ter muitos programas, tais como “metas evangelísticas,” o poder tremendo do Evangelho é diminuído quando a substituição for feita. Um resultado desfavorável é que os cristãos tendem naturalmente a olhar para a autoridade humana em busca de direção e aprovação, em vez de estar sendo continuamente dirigidos por sua verdadeira Cabeça. Consequentemente, aqueles que estão sob este tipo de autoridade hesitam em iniciar algo por eles mesmos, com receio de que isto seja visto como um desafio à posição do líder. Com o passar do tempo, tornam-se incapazes de serem dirigidos pelo Espírito Santo. Isto rouba poder espiritual dos cristãos. Conforme a intimidade real com a verdadeira Autoridade é substituída por algo humano e fraco, o fruto que produz em cada faceta da vida espiritual é constrito.

2) A autoridade humana demanda o dinheiro das pessoas (suas posses). Está fora de questão que a importância de qualquer posição terrena é julgada pela sua esfera de influência e por sua extravagância. Quanto mais pessoas um líder tem sob sua autoridade, mais importante ele é. Quanto maior o território que ele governa, maior prestígio ele tem. Usualmente, acompanhando esta elevação perante os olhos humanos, estão roupas extravagantes, meios de transporte mais caros e moradias mais luxuosas. Na Igreja de hoje não é diferente. Quase invariavelmente, conforme cresce a influência de um líder, cresce também o desejo dele de conseguir lugares de encontro que sejam maiores e mais impressionantes, um guarda-roupa mais condizente com sua posição e, em geral, um aumento de salário. Isto inevitavelmente custa dinheiro e este dinheiro vem daqueles que se colocaram sob a influência desta autoridade terrena.

Pare um momento e compare isto com o exemplo de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele não tinha lugar para apoiar Sua cabeça e, provavelmente, também não tinha uma muda de roupas. Ele nunca construiu palácios ou templos.  Constantemente recusava qualquer posição de autoridade terrena. Seu pagamento era o que o Pai movia os outros a lhe darem. Como fica o que estamos fazendo, comparando com isto? 

É verdade que as Escrituras nos exortam a dar nosso dinheiro para o obra e para os obreiros de Deus. Mas, se usarmos nossas rendas para sustentar autoridades e esforços simplesmente humanos, não seremos recompensados. Quando o fogo de Deus descer, tudo que tiver sido construído de materiais naturais (madeira, feno e palha) será consumido e nosso dinheiro tão dificilmente ganho desaparecerá com eles na fumaça.  Por outro lado, se formos cuidadosos para investir nosso dinheiro em coisas que são verdadeiramente espirituais, nosso investimento produzirá frutos para a eternidade. Quando nós usamos nossas finanças para sustentar trabalhos e líderes verdadeiramente espirituais, jamais perderemos nossa recompensa.


3) A autoridade não espiritual leva o povo de Deus a ser escravo da vontade humana, usando seu tempo, energia e talentos para construir uma organização terrena em vez de um corpo espiritual. A autoridade natural, com todos os seus planos e programas, necessita de pessoas para fazer o trabalho. Então, quando você se coloca sob tal autoridade, você passa a permitir que a usem como um instrumento para tais empenhos. Além disso, na mesma proporção que você se submete a ter sua vida governada por autoridade humana, você exclui a autoridade do Espírito. Você não pode servir a dois senhores. É inevitável que surgirá um conflito entre os dois. Seu Mestre Celestial deseja dirigir cada aspecto de sua existência e qualquer outra autoridade só irá ser competitiva e frustrante.  Quando você escolhe a maneira terrena, como os Israelitas fizeram, você se torna um escravo da vontade e dos caprichos humanos, em vez de experimentar a verdadeira liberdade da submissão a Deus.

Esta é uma escravidão da qual Deus não vai nos libertar (1ª. Samuel 8:18). Deus nunca violará nossa vontade. Quando escolhemos algo, Ele não irá nos forçar a mudar de decisão. Ele pode trabalhar de muitas maneiras diferentes para nos fazer ver nosso erro. Nós podemos descobrir nossa percepção de Sua presença em nossa vida abatida. Podemos começar a achar que problemas que pareciam pequenos quando estávamos caminhando em intimidade com Jesus, agora parecem insuperáveis. Ele pode mesmo permitir que nos tornemos miseráveis no caminho que escolhemos. Mas, quando nós voluntariamente nos sujeitamos à autoridade humana, Ele não nos livrará dela. Nossa única alternativa é reverter a escolha. Devemos exercitar nossa própria vontade e escolher nos afastar de qualquer autoridade na Igreja que seja uma substituição de Sua própria autoridade.

Isto pode ser uma surpresa para muitas pessoas mas é, apesar disso, verdade. Quando nós nos submetemos à autoridade terrena, nós realmente nos colocamos debaixo de uma maldição. A Escritura diz: “Maldito é o homem que confia no homem e faz da carne a sua força, cujo coração se aparta do Senhor. Porque ele será como o arbusto solitário no deserto e não verá quando lhe vier o bem; antes morará nos lugares secos do deserto, na terra salgada e inabitável” (Jeremias 17:5 e 6).  Note que confiar no homem e afastar-se de Deus estão ligados. Quando você olha para seres humanos, você não pode evitar de tirar os olhos de Deus. Um outro verso nos adverte : “Não confieis em príncipes, nem nos filhos dos homens, em quem não há salvação. Sai-lhes o espírito e eles tornam ao pó; nesse mesmo dia perecem todos os seus desígnios.” E continua : “Bem aventurado aquele que tem o Deus de Jacó por seu auxílio, cuja esperança está no Senhor Seu Deus (Salmo 146:3-5).

Pela discussão precedente, deve estar evidente que há dois tipos básicos de autoridade no mundo hoje. Há o tipo superficial, terreno, chamado “autoridade delegada,” que Deus usa para exercer algum controle sobre aqueles que não o conhecem e nem o seguem. E há a “autoridade espiritual,” transmitida, que sempre foi a escolhida por Deus para governar Seu povo. Uma é para o mundo, a outra é para o que hoje é chamada Sua Igreja. Uma funciona, de certa forma, independente de Deus, enquanto que a outra, não. De fato, nem sequer pode funcionar, a não ser que Deus esteja falando ou se movendo. 

CONTINUA...

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