8 de set de 2012

Autoridade Espiritual Genuína - Parte 5


TEMOS QUE ESCOLHER 


Hoje, na Igreja de Cristo, estes dois tipos de autoridade estão sendo exercidos. Portanto, como membros da Igreja, cada um de nós é confrontado com uma escolha importante. Se nós nos submetemos ao tipo humano, hierárquico, esta autoridade impedirá e eventualmente substituirá o tipo espiritual. Se, pelo contrário, nós nos rendemos á autoridade celestial, esta irá inevitavelmente entrar em conflito com a terrena.
Como já vimos, esta decisão é extremamente importante. De fato, é crucial. Se escolhemos caminhar pelo caminho amplo e fácil, sem dúvida encontraremos muita companhia e poderemos mesmo gozar de um bom grau de popularidade, mas os efeitos sobre os quais Deus tão claramente nos advertiu, virão sobre nós. Se, por outro lado, escolhemos o caminho mais difícil e mais estreito, sem dúvida haverá tempos em que nos encontraremos sozinhos e, querendo ou não, estaremos enredados no conflito entre estes dois tipos de autoridade.

Os primeiros apóstolos e, de fato, a próprio Jesus, encontram-se neste tipo de situação. Embora não a tivessem procurado, eles encontraram oposição contínua daqueles que ocupavam “posições” na organização religiosa estabelecida em seus dias. As autoridades tradicionais viram uma coisa muito claramente: se eles permitissem que esta manifestação da autoridade espiritual seguisse incontrolada, ela eventualmente substituiria a sua própria. De algum modo, eles foram capazes de reconhecer que ela era, em essência, um tipo superior de autoridade que estava destinada a suplantar seu tipo inferior, humano. Seus corações não estavam em sintonia como coração de Deus e, então, eles lutaram para manter o seu “lugar”, do qual eles tanto gostavam (João 11:48). No processo eles fizeram tudo o que podiam para suprimir a autoridade mais alta. Finalmente, quando já haviam exaurido todas as outras opções, eles se reuniram para matar os representantes de Deus.  Como é fácil para nós querer evitar aborrecimentos!

Certamente a nossa tendência natural é simplesmente prosseguir com o “status quo” e “ser como qualquer outro” (2ª. Samuel 8:5). Todavia não estamos em nenhuma posição diferente de nossos antecessores ou de Nosso Senhor. Se nós queremos verdadeiramente seguir a Jesus, Seus conflitos se tornarão nossos. Então, de novo, teremos essas duas escolhas. Nós podemos preservar nossa paz e felicidade pessoal ou prepara-nos para compartilhar dos sofrimentos de Cristo. Nós podemos submeter-nos ao homem ou humilharmo-nos sob a mão poderosa de Deus (2ª. Pedro 5:6).

Infelizmente, a escolha diante de nós não é sempre entre o preto e o branco. Na Igreja hoje há, frequentemente, uma mistura destes dois tipos de autoridade. Alguns homens que possuem certa dose de autoridade espiritual, têm permitido que outros homens os coloquem em posições terrenas. Outros, possivelmente, terão mesmo buscado essas posições por si mesmos. Isto, então, coloca estes líderes em uma situação na qual eles podem exercer, e provavelmente exercem, ambos os tipos de autoridade. Muitas vezes estes próprios líderes são incapazes de distinguir entre estes dois tipos de autoridade. Eles não foram ensinados ou não são maduros o suficiente para compreender as implicações de exercer cada tipo.  Portanto, cabe a cada indivíduo saber, de acordo com a revelação do Espírito Santo, a que direções e liderança ele (ou ela) deverá se submeter e quais deverão ser recusadas.

Nesta decisão extremamente importante, temos que ser muito cuidadosos. Há dois modos pelos quais podemos nos enganar seriamente. Por um lado, a rebelião carnal contra a autoridade terrena não agrada a Deus. Quando nós discernimos que a autoridade natural está sendo substituída pela de Deus na Igreja, se a nossa reação a isso não for caracterizada por brandura, humildade a amor, ela não é a resposta do Espírito. Quando manifestamos ódio ou ira, isso não realiza o trabalho de Deus. Nós não podemos permitir que nossa carne reaja ao que vemos, mas sim que seja dirigida em todos os aspectos pela Suprema Autoridade. Em geral, Sua resposta enquanto estava na Terra era não confrontar e condenar, mas seguir no verdadeiro trabalho de Deus. Não somos chamados a uma rebelião aberta contra qualquer autoridade hierárquica, mas tão somente a nos submeter à vontade superior.

Por outro lado, nós não queremos, e de fato não podemos, perder a direção sobrenatural de Deus, especialmente quando essa direção vem através de outros vasos humanos. Não podemos simplesmente rejeitar toda e qualquer autoridade que seja expressa através dos homens. É essencial que nós nos humilhemos nesse assunto diante de nosso Criador e que estejamos certos que estamos desejando obedecer á Sua voz, onde quer que ela seja ouvida. Precisamos estar desejosos de segui-Lo no que quer que seja que ele diga. Se nós não temos esta atitude de coração, iremos acabar certamente rejeitando não apenas a autoridade humana, mas de fato toda autoridade. Nossa condição será de rebeldes independentes que têm pouca serventia para Deus. A verdade é que, se nós não podemos nos submeter ao Senhor quando Ele fala através de nossos irmãos e irmãs, realmente não estamos submissos a Ele. 

A questão óbvia que surge de toda essa discussão é :  “Como podemos saber a diferença entre a autoridade que é espiritual e aquela que é da terra?” A resposta é muito simples, mas não é fácil. Além da revelação do Santo Espírito, não há maneira de saber. O homem natural não é capaz de diferenciar as duas. Só aqueles que têm visão espiritual poderão saber o que vem de Deus e o que não vem. É algo que precisa ser discernido.


Portanto, é essencial que cada filho de Deus cultive uma intimidade com Ele. Cada um de nós é responsável por desenvolver e manter um relacionamento espiritual com Nosso Senhor. Ninguém mais irá fazer isso por nós.  Não podemos crer que algum tipo de “rei” vá se encarregar das responsabilidades. Assim como foi com o povo de Israel, hoje também o desejo de Deus continua o mesmo. Em Seu coração Ele anseia que nós permitamos ser levados a um profundo relacionamento com Ele.  Deste modo, repousando no colo de Jesus como o João (João 13:23), nós chegaremos a compreender tudo o que Ele julga necessário que saibamos. 

CONTINUA...

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