21 de jan de 2013

Um Apóstolo Empreendedor na Igreja Primitiva - Como Seria?

Já pensaram se Pedro (um dos apóstolos), que segundo a Bíblia, antes de ser um seguidor de Jesus, era um empresário (isto mesmo, está no evangelho de Lucas, ele era sócio de Tiago e João, tinham uma pequena frota de barcos de pesca), numa determinada manhã acordasse com uma empreendedora, mirabolante e lucrativa ideia de montar uma peixaria para "pregar o evangelho"? Puxa, seria uma ideia fantástica! Imaginem a conversa entre o povo: 


- Ele andou com Jesus. É um homem de Deus. Sempre foi um pescador, converteu-se, tem experiência tanto na pregação, quanto em ser empresário! O Senhor disse que ele seria pescador de homens. Pode até montar uma franquia! Vamos ser cooperadores no Peixafé e levar pessoas à Jesus comprando peixes. Isso é de Deus! 

Mas não é este apóstolo-empreendedor que vemos na Bíblia. Ao ler o livro de Atos, contemplamos um maravilhoso cenário no qual Jesus atuava, agia e trabalhava em prol da edificação da igreja. 

O que os discípulos faziam? 

"Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos." (Atos 2:46-47) "Enquanto isso...", ah se compreendêssemos o significado destas palavras! "Enquanto isso..." Enquanto perseveravam unânimes, enquanto partiam o pão de casa em casa, enquanto, de casa em casa tomavam suas refeições com alegria e singeleza de coração, enquanto contavam com a simpatia de todo o povo... "Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos". Como era prevalecente, marcante, determinante, maravilhoso, contundente o ministério de Jesus como o Espírito no livro de Atos! 

Acredito sinceramente, que ele continue atuando, agindo e trabalhando neste mesmo propósito. Especialmente naqueles que junto com ele, participam dos seus sofrimentos em favor do Seu Corpo, que é a igreja (Colossenses 1:24). O que lamento é que a atual obra missionária, que outrora chamamos puramente de igreja, se tornou um antro babilônico de superficialidades "cristãs". Ocupando-se com jumentinhos, batismo com fogo (afinal é essencialmente importante saber que fogo era este), se o Gaio de II João era o mesmo de I Coríntios, se Nicodemos foi ou não salvo, negócios em nome do evangelho, mão de obra quase escrava, pra não ser totalmente sincero e dizer que é escrava mesmo, a custo zero. 

Ver o cenário de Atos é uma esperança que ainda alimentamos no nosso cansado coração. 

Mas como já disse um mensageiro da atual pobreza e miséria: 

"Isso era naquele tempo! O povo viajava de jegue! Agora viaja-se de avião. Antes pregava-se o evangelho daquela forma, hoje o 'caminho atual' é este!"

O jeito é tomar um cafezinho e esperar pra ver no que vai dar.

Agradecimentos ao Irmão Daniel Silveira, autor desse comentário cedido para nosso Blog e de quem interessar copiá-lo.

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